Moda e a Esart


 Fotografia de Alexandra Cruchinho,Professora na Esart. sessão fotográfica para @opiomagazine
no Museu Francisco Tavares Proença Júnior em Castelo Branco.
Com estudantes finalistas da licenciatura em Design de Moda e Têxtil da ESART.
Look: woman @carlos_gil_designer
Men @hugocosta
Model: @maria24joao e @adilsonvlopes - Best Models


A abertura das candidaturas para o mestrado de Design do Vestuário e Têxtil na Esart [1], encheu-me de alegria, e alguma saudade. O meu tempo de estudante de mestrado, e de doutoramento, foram fantásticos, e já passaram.

A ESART proporcionou-me não só a aprendizagem esperada num curso de licenciatura (antes de bolonha), mas sobretudo a liberdade de procurar um caminho não só em moda mas num vasto campo artístico. Ensinaram-me que trabalhar em design de moda não é só desenhar peças de roupa, que têxtil não são só tecidos bidimensionais e que só se conseguem superar os obstáculos (e até os objetivos) com disciplina e muito trabalho.

Inspiração: Franca Sozzanni


O primeiro contacto que tive com a moda (no seu sentido mais abrangente do que as meras peças de roupa) foi através das revistas de moda e dos ambientes extravagantes e dos cenários loucos das produções de moda.
Franca Sozanni (1950-2016) é, sem dúvida, uma forte influência no modo como entendo o conceito de MODA hoje. Editora-chefe da moda italiana desde 1988 até ao ano da sua morte, Franca iniciou a revolução dos media de moda (revolução se manteve com a passagem das produções de moda para os fashion films e para a interatividade dos media digitais emcontante desenvolvimento).
Recordei-a ao assistir ao documentário, na Netflix, "Franca. Chaos and Creation" que não é mais do que uma boa entrevista feita a Franca pelo filho. Durante 1h19, de uma forma descontraída, Franca conta o seu percurso, mas mais que isso, apresenta os pilares da criação artística (indeferentemente em que media se suporte).

Destaque José Hoguane, Exposição Tradição,Tecnologia e Arte

José Hoguane, estudante de Dmad oriundo de Maputo, desenvolveu um artefacto/instalação que teve como ponto de partida a mbila (Timbila).


A Timbila é um instrumento de percurssão tradicional do sul de Moçambique, nas comunidades Chopi, distinguido, desde 2008, pelo Unesco e integrando a lista de Património Cutural Imaterial da Humanidade. [1]

Destaque Joana Braguez, Exposição Tradição, Tecnologia e Arte





Joana Braguez, estudante de dmad, apresenta nesta instalação de média-arte, composta por 7 painéis interativos, os 7 pecados mortais contemporâneos,ou como a artista refere, os 7 pedados modernos socias: o tráfico humano, a violação dos direitos humanos, a riqueza obscena, as experimentações científicas imorais, a destruição do ambiente e a manipulação genética.




Citando a artista: "Há um elemento central que é o círculo, o sinal supremo da perfeição que faz a oposição à imperfeição dos pecados. Toda a obra é composta por binómios: novo/velho, preto/branco, imagem parada/imagem em movimento, luz/som, tecnologia arcaicas/recentes, orgânico/artificial, e muitos mais. Estes pares de opostos complementam-se."[1]

Um dos objetivos de Joana com esta instalação é criar um ambiente imersivo, onde o espectador.participante se abstraí do que o rodeia e se concentre apenas na obra. Ao aspecto visual da obra é acrescido as luzes (que por sua vez criam sombras e consequentemente nuances à espacialidade da obra), o som (accionado, tal como as luzes, quando alguém se aproxima de cada painel), e a realidade aumentada.

Foi a primeira obra que vi da Joana, assim como dos restantes colegas presentes nesta exposição. A obra, que à primeira vista, é um espaço calmo e sossegado construído pelos paineís que envolvem o espectador, torna-se numa obra chamativa, hiper interativa que surpreende o espectador obrigando-o a participar. Inicialmente talvez a se procurar afastar dos sensores, depois mais integrado, a descobrir todos os meandros da obra. 

É uma obra surpreendeste, mais complexa do que parece a um olhar distraído, mas com muito potencial a ser explorado.

Mais info sobre a exposição: https://dmad.online/




Exposição Tradiçao, cultura e arte, a exposição que integra o Retiro Doutoral de Média-Arte Digital 2019





Como o Doutoramento de Média-Arte Digital já nos tem vindo a habituar, o Retiro anual tem como ponto alto a exposiçao das obra dos seus estudantes que exploram os diferentes caminhos entre a arte e a tecnologia.