Reflexões acerca do 1º mês da THE destinies of SENSES

Desde a inauguração a 1 de Novembro, a THE destinies of SENSES não tem parado. Para além da exposição virtual temos promovido vários eventos que tem como mote a arte e a cultura digital.

THE destinies of SENSES: a exposição virtual



O que é?

The destinies of Senses é uma exposição online de arte digital, integrada na 4ª edição da Bienal Internacional The Wrong.

Nesta exposição procurámos apresentar o digital  enquanto estética ou ferramenta geradora da criação artística contemporânea, com as suas diferentes narrativas, sensações, expressões, meios e técnicas de criar e vivenciar a arte, mas também o papel da arte digital na produção do pensamento contemporâneo.

O grupo de artistas que fazem parte desta iniciativa apresentam produções de relevo, de várias áreas artísticas e em localizações geográficas distintas, com diferentes ligações ao digital, mas cada um traz um ponto de vista diferente à arte digital contemporânea e para a discussão em torno desta.

Depois do silêncio

Nas últimas semanas não tenho publicado no blog com tanta frequência. Foram semanas de muitas mudanças... mudei de cidade, comecei a trabalhar numa nova escola e tenho estado completamente absorvida pelo novo projeto curatorial.

Pois é, agora vivo em Castelo Branco, iniciei as minhas funções de Professora Adjunta Convidada na ESART, Politécnico de Castelo Branco. Instituição onde também eu fiz a minha licenciatura há 10 anos atrás, e onde, no final de Setembro deste ano, regressei para dar aulas no curso de mestrado de Design de Vestuário e Têxtil. É um enorme desafio mas estou a adorar.

A moda enquanto área de estudo


“Com o capitalismo estético, enunciado por Gilles Lipovetsky, a moda hibridizou-se com outras áreas artísticas e de consumo. A lógica de produção de moda, assente nos conceitos do novo, do efémero e da sedução, apoderou-se e remodelou outros campos da sociedade contemporânea. O surgimento de artefactos de moda no panorama da arte contemporânea floresce com a estética pós-digital, ou seja, aquela que se propõe para lá do domínio ou mesmo da subjugação ao digital. Estes artefactos questionam e obrigam a repensar a forma como a moda é exposta em galerias/museus, o seu lugar enquanto objeto artístico e a interação entre este e o público. São objetos de desejo que se transformam em agentes indutores do pensamento crítico” [1].

LED Dress, Hussein Chalayan

Moda e a Esart


 Fotografia de Alexandra Cruchinho,Professora na Esart. sessão fotográfica para @opiomagazine
no Museu Francisco Tavares Proença Júnior em Castelo Branco.
Com estudantes finalistas da licenciatura em Design de Moda e Têxtil da ESART.
Look: woman @carlos_gil_designer
Men @hugocosta
Model: @maria24joao e @adilsonvlopes - Best Models


A abertura das candidaturas para o mestrado de Design do Vestuário e Têxtil na Esart [1], encheu-me de alegria, e alguma saudade. O meu tempo de estudante de mestrado, e de doutoramento, foram fantásticos, e já passaram.

A ESART proporcionou-me não só a aprendizagem esperada num curso de licenciatura (antes de bolonha), mas sobretudo a liberdade de procurar um caminho não só em moda mas num vasto campo artístico. Ensinaram-me que trabalhar em design de moda não é só desenhar peças de roupa, que têxtil não são só tecidos bidimensionais e que só se conseguem superar os obstáculos (e até os objetivos) com disciplina e muito trabalho.

Inspiração: Franca Sozzanni


O primeiro contacto que tive com a moda (no seu sentido mais abrangente do que as meras peças de roupa) foi através das revistas de moda e dos ambientes extravagantes e dos cenários loucos das produções de moda.
Franca Sozanni (1950-2016) é, sem dúvida, uma forte influência no modo como entendo o conceito de MODA hoje. Editora-chefe da moda italiana desde 1988 até ao ano da sua morte, Franca iniciou a revolução dos media de moda (revolução se manteve com a passagem das produções de moda para os fashion films e para a interatividade dos media digitais emcontante desenvolvimento).
Recordei-a ao assistir ao documentário, na Netflix, "Franca. Chaos and Creation" que não é mais do que uma boa entrevista feita a Franca pelo filho. Durante 1h19, de uma forma descontraída, Franca conta o seu percurso, mas mais que isso, apresenta os pilares da criação artística (indeferentemente em que media se suporte).

Destaque José Hoguane, Exposição Tradição,Tecnologia e Arte

José Hoguane, estudante de Dmad oriundo de Maputo, desenvolveu um artefacto/instalação que teve como ponto de partida a mbila (Timbila).


A Timbila é um instrumento de percurssão tradicional do sul de Moçambique, nas comunidades Chopi, distinguido, desde 2008, pelo Unesco e integrando a lista de Património Cutural Imaterial da Humanidade. [1]